Historial

logo_500xSociedade Filarmónica Recreio e União Alhosvedrense

A Sociedade Filarmónica Recreio e União AlhosVedrense, foi fundada a 2 Agosto 1869 por  D. Manuel de Sampayo e Castro (conde de Sampayo) com a finalidade de promover distracções aos associados e famílias, tais como jogos lícitos, reuniões, palestras culturais, excursões recreativas e turísticas bem como  instrução escolar com aulas de alfabetização, música, dança, etc.

A sua primeira sede situou-se na rua Cândido dos Reis e foi inaugurada a 2 de Agosto de 1871, data que marca o ínicio da actividade musical da banda filarmónica sempre impulsionada pela família Sampayo. Era presidente da Direcção nessa altura D. António de Sampayo Mello e Castro ( Marquês de Sampayo), filho do fundador.

Esta família tinha tal amor Às artes que, além de comprar muito do instrumental para a banda  musical, ainda pôs à sua disposição um barco para as suas deslocações. Por relato escrito sabemos, que nesse dia houve festa rija em Alhos Vedros, com muitos foguetes e animação tendo-se deslocado toda a população para o cais da vila a esperar os músicos com o maestro titular, o espanhol D. Dominguez e muitos convidados.

Em 1906 a banda da música atingiu o seu apogeu, sendo considerada nessa altura, uma das melhores bandas do país, qualidade que manteve durante alguns anos.

Em 1920, por subscrição popular, foi construído o Coreto na Praça da República, o que contribuiu para aumentar a audiência às actuações da Banda.

Nessa altura a Colectividade começa a projectar-se no campo cultural, sendo de  assinalar os grandes laços de amizade que se começaram a desenvolver com outras colectividades congéneres.

A sede da colectividade passa para a Rua  5 de Outubro, tendo-se comprado nesta altura a 30-03-1929, o terreno onde estão as actuais instalações. Era Presidente da Direcção o Sr. Luís da Costa; vice-presidente, o Sr. José Jorge e como Tesoureiro Sr. João Pereira Damaso.

Em 2 de Agosto de 1932, inaugurou-se o edifício que agora foi aumentado e modificado, constando a sala de espectáculos, palco, biblioteca, etc., tendo sido seus principais obreiros os Srs. Pedro de Aquino, Manuel Aquino, Virgílio Pereira, João Marques Estaca e Francisco Ribeiro.

Em 1945 estas instalações já eram insuficientes, tendo-se ampliado nessa altura a sede com um bar, sala de jogos, gabinete de direcção, sala de ensaios e instalações sanitárias.

Em 1956 realizaram-se os primeiros jogos florais.

A partir da década de 50 começa a sentir-se a necessidade de fomentar a prática desportiva dos associados e familiares. Assim lança-se a construção  do pavilhão gimnodesportivo que é inaugurado a 19 de Outubro de 1974.

Como a obra é imensa e não há capacidade para construir todo o projecto,      edificam-se as instalações destinadas à parte antiga que fica a funcionar só como  Bar e Biblioteca.

Assim, foi preciso muita coragem para na altura, a Direcção  e a comissão de obras, com pouco dinheiro começarem uma obra de tal envergadura. Mas sem coragem , optimismo e confiança no futuro as Colectividades, e em particular a S.F.R.U.A , nada eram.

A partir desta data passam-se a poder praticar diversas modalidades desportivas, entre elas , ginástica, patinagem, Basket, futebol salão, voleibol, Karate, hóquei, Badminton, etc., e diversas actividades culturais, como espectáculos  de variedades, bailes, teatro, etc., chegando-se a ter 1200 atletas a praticar as diversas modalidades desportivas.
A Direcção de 1987 liderada por António Rato retoma o projecto da 2ª fase, e com o apoio da direcção Geral do Ordenamento do território, consegue-se que seja inscrito em PIDDAC, obtendo-se assim parte do financiamento para a construção.

Tendo a Câmara Municipal da Moita exigido a manutenção da traça arquitectónica do edifício, não aprova o projecto existente. Como factor determinante no novo estudo a apresentar, a direcção de 1988 ( Presidente: Rui Joaquim Rosa Madeira), contrata um gabinete de arquitectura que elabora o projecto do edifício actual.

A direcção de 1990, ( Presidente: João Correia da Cruz), lança a obra, que começa a 2 de Abril de 1990.

Com instalações dignas e próprias para poder desenvolver ainda mais  toda a sua capacidade no campo cultural e desportivo, adaptando-se aos interesses e carências dos sócios em particular, e da população em geral.

Inauguração da sede social

Em 12 de Setembro de 1993 a Colectividade tem a honra de receber Sua Exª o Primeiro Ministro, Prof. Dr. Aníbal Cavaco Silva, que inaugurou a obra concluída.

Não podemos esquecer o Sr. Dr. Nunes Liberato, que com a sua presença na inauguração da nova sede viu assim terminado um projecto ambicioso onde ele próprio se empenhou afincadamente, quando exercia o cargo de secretário de estado da Administração Local e ordenamento do território.

Medalha de Mérito

Em 5 de Fevereiro de 1993 a S.F.R.U.A  tem a honra de receber de Sua Ex.a o Sr. Presidente da República Dr. Mário Soares, no âmbito da presidência aberta com  a Ordem de Mérito. Esta distinção é sem dúvida um marco histórico para a S.F.R.U.A e um reconhecimento à sua nobre causa.

Medalha de Honra do Município

A 30 de Setembro de 1994, a S.F.R.U.A. vê reconhecido a nível concelhio o trabalho desenvolvido pelas várias direcções, com a atribuição da medalha de honra do município pela Câmara Municipal da Moita.

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Clique aqui para consultar a informação disponível na “Monografia do Movimento Associativo do Munícipio da Moita de Vítor Pereira Mendes” (PDF)

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UTILIDADE PÚBLICA

Sociedade Filarmónica Recreio e União Alhosvedrense
Entidade de Utilidade Pública
Despacho de 13-07-1982
Publicado no  D.R. , II Série, de 23-07-1982

Utilidade Pública – O que significa?
São pessoas colectivas de utilidade pública as associações ou fundações que prossigam fins de interesse geral, ou da comunidade nacional ou de qualquer região ou circunscrição, cooperando com a Administração Central ou a Administração Local, em termos de merecerem da parte desta administração a declaração de «utilidade pública»” (n.º 1 do art.º 1º do DL 460/77, de 7 de Novembro).

A declaração de utilidade pública é da competência de S. Exa. o Primeiro-Ministro sendo objecto de despacho publicado no Diário da República (II Série). http://www.sg.pcm.gov.pt/pcuplei.htm